quarta-feira, 31 de julho de 2013

Sobre as doçuras

Fazia uma oração Lispectoriana: "Ira, transforma-te em mim em perdão, já que és o sofrimento de não amar."
Me afastei...
Me afastei até mesmo desse pedaço da minha alma que eu chamo de poesia.
Fui fechando uma a uma as doçuras da minha natureza a cada golpe que recebia.
E cada doçura vilipendiada foi se enegrecendo... tornaram-se escuras como uma noite angustiada sem estrelas para navegar.
....
Passei muito tempo com elas de molho, depois "guarando" ao sol.
Por fim, estendi-as ao vento da animosidade... até que o tempo... fez sua grande mágica (não sem muito esforço)...
E minha alma agora?
Só posso pensar no Quintana: "Ela era branca, branca. Dessa brancura que não se usa mais. Mas sua alma era furta-cor."
Lya Araújo

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